Loucos....
Hoje eu agradeço por ser Corinthians (sim, uma semana depois.. meu coração ainda pulsa no ritmo do que vi semana passada).
Vai Corinthians :)
The love you take is equal to the love you make
"Estávamos ali, na sala dos instrumentos. Daniel Reverendo, o cara que nos ensinou a, antes de tudo, construir nossos tambores, também estava. Era nossa 'participação especial' na festa junina do Alves Cruz e a presença dele foi muito festejada por nós que conhecemos ele como educador.
Mas a presença dele por si só já é um evento. A paz que ele transmite, os assuntos, a forma como leva as conversas... tudo.
Nossa intenção na sala era a de passar algumas canções dele e entender algum arranjo ou decorar o canto. Antes, ele puxou uma reza, um cântico, uma oração.. não sei dizer. Ali parecia que o mundo era apenas um tambor, e que nós todos fazíamos parte dele. Pensei 'poderia gravar isso', mas não precisa: está no coração.
As palavras do Daniel ecoavam nos corações do presentes.. Pepe, Chris, Érica, Guga, Murilo e eu...Guga ressaltou a importância do Reverendo em nosso projeto e em nossas vidas, citando talvez o único mestre que nosso capitão teve.
Após o canto, passamos as músicas com ele (coisa rápida) e descemos para a concentração com a galera no anfiteatro.
Em roda, Márcio se emocionou a falar dele. Chorou. E eu, Guga, Débora e mais alguns também choraram. Quando Daniel entrou na sala, pareceu um foco de luz incrível sobre todos nós... todos ali, ajudando nos nossos 11 anos de história onde passaram amores, amigos, lembranças...
E, pela primeira vez em 11 anos, rezamos todos juntos um Pai Nosso.
Mais lágrimas.
Fomos, tocamos... cumprimos nossa obrigação com louvor."
De lembrar essas cenas e relatar isso, eu choro de novo. Choro por saber que definitivamente não estou só. Mesmo tendo a Luisa na minha vida - pessoa tão importante em tão pouco tempo, mesmo nos conhecendo há cerca de 11 anos - ter a certeza de que você está no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas não tem preço.
Eu olhei cada instrumento, cada figurino, cada saia, cada um que passava na minha frente. Me senti tão parte daquilo, tão importante.. e enxerguei a importância de todos ali presentes. O projeto se faz com todos, não só com meia dúzia. Se faz com organização, mas com dedicação. E acima de tudo, se faz com amor.
Me preenchi de um carinho tão grande por todos que ali estavam. Até quem me feriu eu amei, eu desejei felicidade, desejei paz e conquistas. Olhei de relance, percebi a presença e mandei um abraço imaginário, um abraço na alma, um carinho no coração já tão machucado.
Me sinto pleno. Me sinto como nunca me senti. Devo isso ao projeto, devo isso ao Gleds que cresce cada dia mais, que aprende, que erra mas tá consertando, à Luisa que me motiva, me ama, me agrega... aos meus AMIGOS que estão COMIGO, que vem até mim pra quebrar o pau, mas sempre com o intuito de fazer o bem, seja lá qual for a resolução.
Aos falsos eu desejo amor. Aos tolos, amor. Aos fúteis, amor. Tudo é amor. Tudo.
O amor que você recebe é igual ao amor que você faz.
Urbana Legio Omnia Vincit
Todos ao menos citaram algo sobre a homenagem à Legião Urbana feito pela MTV. Então eu, como um bom conhecedor (e apreciador, fã) dessa obra abro espaço pra falar também.
Antes de mais nada, a Legião Urbana está totalmente dentro do contexto do Filial Do Mude. Foi a primeira banda que realmente abriu minha consciência para diversos sentimentos, idéias e ideais.
Lembro-me dos vinis, do Globo de Ouro, dos lançamentos dos discos, dos especiais na TV (cada vez mais raros), das notícias, dos singles nas rádios... A Legião Urbana está presente nas minhas lembranças mais remotas, datadas de quando eu tinha 6 anos de idade. A primeira música, o segundo vinil a entrar em casa (o primeiro foi, por um acaso do destino, o "Selvagem?" dos Paralamas), a primeira banda que me cativou de verdade.
Pela Legião conheci amigos, namoradas, pessoas, opiniões... me conheci.
O primeiro amor (Monte Castelo), o primeiro beijo (Por Enquanto), a primeira namorada (Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar), a primeira passeata (Geração Coca-Cola), as épocas duras de prova na escola (Química), a primeira briga (Será), o primeiro fora (Ainda É Cedo), o primeiro porre (Depois do Começo), a primeira grande amizade (Feedback Song for a Dying Friend), o "cair na real" (Os Barcos), a primeira dose de tóxico (A Dança), a primeira geral da polícia (Baader-Meinhof Blues), as brigas em família (Pais e Filhos ~pasmen~), a adolescência incompreendida (Eu Era Um Lobisomen Juvenil), o primeiro trabalho (Fábrica), paixões avassaladoras (Sete Cidades), as coisas simples da vida (O Mundo Anda Tão Complicado), os primeiros acordes no violão (Que País É Este) a solidão (Maurício), as amizades (Eduardo e Mônica)... e talvez o grande resumo do que penso e sinto (Metal Contra as Nuvens).
Posso confessar que em cada música e letra da Legião Urbana há um pouco de Gleds. Ou que no Gleds há um pouco de todas as letras.
Hoje não ouço como antigamente, mas ouvir é sempre uma alegria nostálgica e sempre cabe algo. Hoje eu cantaria "Eu tenho um jardim e uma canção: vivo feliz" como cantei num post recente, ou também cabe perfeitamente "São as pequenas coisas que valem mais, é tão bom estarmos juntos" e coisas mais leves, sem a depressão típica dos discos pós "V".
Revivi um pouco do "sentimento legionário" com o livro "Renato Russo - o filho da Revolução" dado de presente por alguém que foi muito importante e sabe da importância deles na minha vida. Voltei a reviver isso assistindo ano passado ao documentário "Rock Brasília" (e que fui obrigado a comprar por ser tão belo).
Assisti ao show com o Wagner Moura, Dado e Bonfá. Não, eu não gostei. Mas olhando pelo lado que foi apenas um fã famoso que estava no palco, achei válido .Reforço: foi válido, mas eu não assistiria ao vivo. Talvez por ter assistido a Legião em 94 no Ginásio do Ibirapuera na turnê do Descobrimento do Brasil, talvez por ser um músico chato que não aceita releituras de seus ídolos mais importantes (e quiçá o mais importante)... não sei dizer.
O que sei e senti foi a energia do público como nunca senti, nem em shows ao vivo, mas só ali em 94... eu não me senti sozinho na caminhada. Nos shows de 94 o Renato disse: "a Legião Urbana são vocês, nós somos apenas um veículo".
E nessas duas noites de shows da MTV, isso realmente ficou intrínseco, marcante, tocante, arrepiante.
Coisas que outras bandas, outros shows, outras batidas e outras pulsações me trouxeram com o tempo como o Ira!, a cultura popular, o Cordel do Fogo Encantado, o Paul McCartney, o Pearl Jam dentre outros.
A banda acabou em 11/10/1996, mas nós, fãs, continuamos.
Legião Urbana à tudo vence.
Ouça no volume máximo.
Por tudo aquilo que nos tira o ar
E de repente tudo fez-se novo. Abriu-se um novo começo. Permitiu-se um novo caminho. E foram libertados os medos antigos, os engodos, os velhos dogmas presos ao pé da mesa. Desse movimento foi lançada uma batalha onde a vitória sangrou por um novo olhar. E tudo fez-se amargo. E tudo fez-se inocente. Com o medo jogado fora, fez-se crente quem não via mais luz. E da claridade abriu-se uma nova paleta de cores. Fez-se mistura. E dessa fina fossa veio força. Que como doença contagiosa cutucou todos os nossos braços em um breve respiro. E fez-se o sorriso. De brilho nos olhos, de trigo, de abrigo, de mergulho no rio. E fez-se o mar. E de braços abertos e olhos fechados, corremos. Navegamos. Corremos e choramos e voltamos a ser crianças. E fez-se luz. Foi então que só assim, com a fragilidade do “sim”, pudemos voltar a sentir aquele belo medo. Aquele medo que diz pra perna “anda!”. Que não impede de tentar. Como todo amor que a gente sente pelo que nos faz respirar. Mas principalmente, por tudo aquilo que nos tira o ar.
Dos tempos de tristeza, tive o tanto que era bom
Incrível como tanta coisa MUDOU de lá pra cá. Aquele primeiro post do ano já poderia ser re-escrito mudando os personagens, as sensações, as dedicações, as filosofias. Mas não há de ser: o passado ao passado presente, e hoje É o presente.
O que se mantém firme também é o sentimento de ter errado e aprendido, ter sido enganado e ter perdoado. A sensação de que nada realmente foi em vão e que tudo o que vem daqui pra frente é fruto de muitos ups and downs. Hoje posso afirmar que a felicidade está em mim mais do que nunca.
Outra coisa intrigante é como o passado permeia minha vida... meu relacionamento mais recente foi com alguém que conheci há 10 anos... logo depois reencontrei quem me apresentou essa pessoa e, hoje, estou com alguém que acompanhou (relativamente) talvez a melhor fase da minha vida, nos anos 2000, 2001.
O que dizer de tudo isso? Absolutamente nada. O lance é viver.
"Tenho jasmim, tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção: vivo feliz
TENHO AMOR, eu tenho um desejo e um coração
TENHO CORAGEM E SEI QUEM EU SOU
Eu tenho um segredo e uma oração"
A Filial do MUDE começa a mudança. Nove anos depois do Mude.
Sobre como amar uma mulher
Robert Nesta Marley
Dia 23

Fica ao meu lado, São Jorge Guerreiro com tuas armas, teu perfil obstinado
Me guarda em ti, meu Santo Padroeiro
Me leva ao céu em tua montaria
Numa visita a lua cheia
Que é a medalha da Virgem Maria
Do outro lado, São Jorge Guerreiro
Põe tuas armas na medalha enluarada
Te guardo em mim, meu Santo Padroeiro
A quem recorro em horas de agonia
Tenho a medalha da lua cheia
Você casado com a Virgem Maria
O mar e a noite lembram a Bahia
Orgulho e força, marcas do meu guia
Conto contigo contra os perigos
Contra o quebrando de uma paixão
Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge me guarde no coração
Que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
E muita vez tem ar de anjo
E garras de dragão"
E EU ESTOU FELIZ, PORQUE EU TAMBÉM SOU DA SUA COMPANHIA.
Jorge é da Capadócia, VIVA JORGE!
Conjugando verbos
Umas das maiores lições que aprendi!
Vá cuidar da sua vida
Diz o dito popular
Quem cuida da vida alheia
Da sua não pode cuidar
Crioulo cantando samba
Era coisa feia
Esse é negro é vagabundo
Joga ele na cadeia
Hoje o branco tá no samba
Quero ver como é que fica
Todo mundo bate palma
Quando ele toca cuíca
Vá cuidar...
Negro jogando pernada
Negro jogando rasteira
Todo mundo condenava
Uma simples brincadeira
E o negro deixou de tudo
Acreditou na besteira
Hoje só tem gente branca
Na escola de capoeira
Vá cuidar...
Negro falava de umbanda
Branco ficava cabreiro
Fica longe desse negro
Esse negro é feiticeiro
Hoje o preto vai à missa
E chega sempre primeiro
O branco vai pra macumba
Já é Babá de terreiro
Vá cuidar...
Geraldo Filme
Contas
de 2009
O que me faz tão confuso é a falta de afeto
O que me prende as pessoas
É a procura de um espelho
Que reflita uma imagem
Pelo menos semelhante
O que me leva a duvidar
É o medo de morrer
São noites tão vazias,
É a janela, é a janela de um prédio?
Hoje é sabado ou segunda,
Eu falava ou te ouvia?
O dia, a semana, o mês
Ano que vem talvez, talvez
O que me faz tão confuso
É a falta de afeto
São amigos também tão confusos,
Que se tornam,
Que se tornam inimigos
Amigos que se tornam inimigos
Scandurra // Gaspa
Distante de tanta gente que tem razão
Ir, mão,
Cair,
Caber não
No oco
Do soco
Que daria ou
No eco seco
Que o seu som
Faria
Contra:
Pedra
Espinho
Espelho espatifado
Ou algo as
Sim, não:
Em algo
Dão
Arnaldo & Scandurra
Vivendo e... ?
Ação e Pensamento vs. Harmonia
"Contra minha própria vontade
Sou teimoso, sincero
E insisto em ter vontade própria"
Never knows

"não queria te ver assim, quero a tua força como era antes"
thought I'd something more to say...

Hope
Hope you understand that everything is cyclical, the wheel rotates, The Beatles play and the world is so beautiful.
Hope ... being happy is a truth to light for everyone, it's just you bind yourself.
Let it go!
Lei permanente, luz inatingível.

Mulheres
Eu as respeito e as venero, com a graça de um cisne satisfeito nadando num lago tranqüilo e a ousadia de um touro selvagem recém-despertado. Não lhes faço perguntas, não as pressiono por nada, não quero mudá-las jamais. Sempre imagino o que possam sonhar, e procuro suavemente entrar no sonho delas. Cavalgo o vento para visitar-lhes as razões, as emoções, as loucuras. E como um deus escandaloso e surpreso por sua própria criatura, eu entro então no coração de cada uma delas, deliciosamente, como se entrasse numa pulsante catedral. Mergulho na essência dos seus desejos e cada vez me espanto mais com tanta fantasia, com tanta formosura. Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e eu preciso mais do que isso para compreendê-las.
Toda mulher é silenciosa por dentro. A existência pura se manifesta em cada detalhe. Assim na terra como no céu, amar as mulheres é uma experiência religiosa. E eu as amo, fina substância, como deve amar quem ama de verdade — incondicionalmente. Sem ciúmes. Eu amo as morenas, as loiras, as baixinhas, as altas, as lindas, as quase feias. Amo as virtuosas, as magras, as gordinhas, as diabólicas, as tímidas, e até as mentirosas. As iluminadas, as pecadoras, e as santíssimas. Amo as virgens, as pobres, as ricas, as loucas, as muito vivas, as inocentes. As bronzeadas pelo sol, e as branquinhas. As inteligentes, e as nem tanto. Desde que sensíveis, eu amo as jovens, as velhas, as solteiras, as casadas, as separadas. As bem-amadas, e as abandonadas. As livres, e as indecisas. E se me dessem o poder, o tempo, e, principalmente, a chance, eu a todas elas daria, todos os dias, um orgasmo cósmico e sublime. Poeticamente.
Apanharia flores silvestres, tomaria sol com todas elas. Andaríamos descalços na areia, contemplaríamos crepúsculos cor de abóbora, jantaríamos à luz de velas, dançaríamos, tomaríamos vinho branco, olharíamos as estrelas. E eu lhes faria poesias de amor. Puro como um anjo, amaria cada uma delas eternamente — uma por vez. Com delicadeza, com doçura, com profundidade, com inocência. Entusiasmado, como se cada uma fosse a única. Como se no mundo inteiro não houvesse mais nada, nem ninguém.
Todas as noites, passaria cremes e encantos no seu corpo. Falaria sobre fábulas, contaria histórias românticas, as veria dormir. Ao som de Vangelis, velaria por um tempo o sono delas, e de madrugada, antes do sol raiar, antes do primeiro pássaro cantar, as cobriria com o resto de luar que ainda houvesse, e sairia em silêncio. Como um felino lógico, sensual e saciado, deslizaria pelo cetim azul-celeste dos lençóis, saltaria por sobre todas as metáforas — e sorrindo iria embora.
Enfim, se fosse Deus, eu com certeza não mais cuidaria do universo e dessas coisinhas banais. Não iria ficar controlando o destino das pessoas, o tempo, a pressa, os compromissos, as horas, o caminho dos planetas, a economia, o cotidiano, o infinito, a Internet, a geografia... Não!
Eu somente iria amar as mulheres, como elas merecem. E como nunca foram amadas.
Só isso, definitivamente. Nada mais, nada mais!"
Edson Marques
Retorno ao presente.
em salvar as aparências, em manter as estruturas, mesmo que apodreçam.
Quase todos temos uma enorme preguiça de agitar as circunstâncias.
Propendemos a deixar tudo como está
embora vivamos fazendo promessas de mudar o mundo.
Como disse Göethe no Fausto, "a quem persiste na Esperança ainda r...esta a Salvação".
Mas você sempre deixa pra depois. Você pensa que vai viver mil anos, porém não vai.
Nem eu. A vida está por um fio.
Tua casa está pegando fogo, teu amor se despedaça, tua hora está chegando.
Não a hora da morte biológica, que pode até demorar, mas sim a hora da verdade,
a hora de virar gente, a hora de assumir o comando. A hora de tomar consciência.
A cebola da vida está descascando, inexorável, aí, ao teu lado;
o leão do tempo, feroz, rugindo no teu cangote -- e você não reage. Nem se mexe.
Há conclusões às quais você tem obrigação de chegar, hoje!
Ou você se salva -- ou você se fode!"
2011, 2012 and others histories
Recife - mais minha do que eu poderia imaginar
Este post já estava em minha mente desde o dia 31 de Dezembro de 2011, porém esperei passar a virada de ano para poder escrever.
Rua do Sol, da Boa Hora
Rua da Aurora, vou caminhar"
É fulô que não tem cheiro e todo mundo quer cheirar






